Atlético-MG, Cruzeiro, Libertadores, Mineirão, PLACAR, Ronaldinho

Isto é Kalil

A edição de dezembro da revista PLACAR, que chega às bancas nesta sexta-feira, traz um perfil de Alexandre Kalil. Durante a entrevista, além de falar sobre Mundial de Clubes e Libertadores, o dirigente tocou em vários assuntos, incluindo os planos para seu último ano de mandato à frente do Atlético:

CRUZEIRO CAMPEÃO BRASILEIRO

Infelizmente, desgraçadamente, tristemente, eu não senti nada quando o Cruzeiro foi campeão brasileiro. Depois da Libertadores, eu esqueci que o Cruzeiro existe. Isso é um desastre íntimo para mim. E o Cruzeiro só foi campeão brasileiro porque o Atlético ganhou a Libertadores. Eles ficaram com ódio da festa que a gente fez na cidade. No fim do ano, vamos virar pra eles [cruzeirenses] e dizer: “Nós somos campeões do mundo”.

EXTINÇÃO DO DEPARTAMENTO DE MARKETING

Marketing no futebol é bola dentro da casa. Se a bola entrar naquela casinha, você vende até Modess pra homem. É só colocar o escudo do Atlético. O departamento de marketing tinha 18 pessoas, dava um prejuízo de 4 milhões de reais por ano. Não foi desmanchado porque eu acho feio e bobo, não. Marketing, pra mim, é aquela página de jornal [anúncio comprado depois do título do Cruzeiro]. Porque isso alegra a torcida.

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MARKETING DO RIVAL

O marketing do Cruzeiro trouxe o Júlio Baptista dentro de um carro forte e ele acabou o Campeonato Brasileiro no banco. O que você faz com um marketing desses? Tem que matar o filho da p… que fez isso.

PROGRAMA DE SÓCIO-TORCEDOR

O Cruzeiro está com um elefante branco na mão [Mineirão]. Vai ter que vender ingresso a preço de banana e botar sócio-torcedor pra dentro, senão não vai encher. Aquilo lá vai falir. Essa é a realidade do sócio-torcedor. Ou você acha que eu não tenho fila pra ter sócio-torcedor aqui no Atlético?

MINEIRÃO x INDEPENDÊNCIA

Eu jogo no Mineirão a hora que eu quiser, por edital. No Independência, o Cruzeiro só joga se eu deixar. No Mineirão mando eu também, igualzinho ao Cruzeiro. Eu estou aberto a negócio [com a Minas Arena]. Desde que não seja negócio indecente. O edital já era ruim. Mas o contrato que eles fizeram é ainda pior. Então, eu prefiro o edital.

ESTÁDIO PRÓPRIO PARA O GALO

Nós [da diretoria] temos conversado e muito sobre isso. Vieram me procurar, sabendo do potencial da torcida do Atlético, para um projeto de estádio em BH. Mas na minha gestão não dá mais tempo. Quero bolar um projeto e deixar para o próximo presidente fazer.

OUTRAS MODALIDADES NO CLUBE

Acabei com tudo quando assumi, porque era torneira aberta por todo lado [foi diretor de vôlei na época da gestão do pai, Elias Kalil]. Outro dia eu estava caminhando pela praia de Copacabana e vi lá: “Campeonato Mundial de Beach Soccer. Entrada gratuita”. Nem se me pagar eu entro pra assistir essa chatura. A Globo inventa essas merdas pra ter notícia e enfiar na gente domingo de manhã. Ninguém quer ver, porque basquete é horrível, vôlei é uma merda.

Breiller e Kalil

RONALDINHO LIGHT?

Ele gosta de bola. Tem uma pelada nas folgas. De futevôlei. ‘Ah, é churrasco, mulher, puta…’ Não, senhor! O que ele tem é uma turma de futevôlei na quadra de casa.

A ESTÁTUA PROMETIDA

Isso é conversa de Ronaldinho. Deixa ele cobrar. Eu ia imaginar que seria campeão da Libertadores? Prometi um monte de coisa que não cumpri. Quem merece estátua aqui, já tem.

O BICHO PAGO AO RONALDINHO É MAIOR QUE O DO RESTANTE DO ELENCO?

Sobre isso eu não entro em detalhes. Se quiser, ele pode falar. Mas o Ronaldinho não tem um privilégio que o Lucas Cândido não tenha no Atlético. E outra: o Ronaldinho não liga pra salário, em dia ou não. Isso é uma grande bobagem.

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ARBITRAGEM BRASILEIRA

Tá excelente, porque se eu falar qualquer coisa vão me roubar. Então deixa do jeito que tá. Na Copa do Brasil foi um escândalo. Eu protocolo uma carta contra um árbitro de Goiás, ele faz aquilo que fez no jogo contra o Botafogo e é premiado na outra rodada para apitar Flamengo x Corinthians. Peraí! Isso é bater na cara da gente. Eu tô calmo, tô bonitinho, tô beleza, mas não vem bater na minha cara, não, uai.

HOMEM DE APENAS UM REMORSO

Só me arrependo de uma coisa no futebol até hoje. No dia em que eu critiquei o Super Nosso [propondo boicote da torcida depois da apresentação do cruzeirense Dedé]. Peço desculpas, porque o supermercado fica do lado da minha casa e agora eu não posso mais fazer compras lá.

Essas e outras frases de Kalil, na PLACAR de dezembro.

 


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Atlético-MG, Cruzeiro, PLACAR

“Minha história no Cruzeiro não me permite jogar no Atlético”

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Foi essa a frase que o meia Alex usou para recusar a proposta feita pelo presidente do Atlético, Alexandre Kalil, no fim do ano passado, quando Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba travavam um embate silencioso nos bastidores para repatriá-lo.

“Dos dirigentes que me ligaram, a melhor conversa foi com o Kalil”, conta Alex ao blog.

“Ele me deu uma aula sobre o que era o Atlético Mineiro hoje, sobre como o clube funcionava, das ideias que ele e o Cuca tinham para o primeiro semestre e para a Libertadores. E tudo o que ele me falou por telefone aconteceu. Se tivesse ido para o Atlético Mineiro, hoje eu seria bicampeão da Libertadores. Ele [presidente do Atlético] me deu vários exemplos de jogadores que atuaram pelos dois clubes, como Nelinho e Paulo Isidoro. Mas eu logo falei: ‘Kalil, não dá, cara. Minha história no Cruzeiro não me permite jogar no Atlético Mineiro’.”

Além da recusa ao rival celeste, o camisa 10 do Coxa também explica o porquê de não ter voltado para a Toca da Raposa:

“Quando recusei um time como o Cruzeiro, recusei uma possibilidade de ser campeão. O Cruzeiro é enorme, vai brigar por título sempre. Mas eu não busquei isso. Quando vim para o Coritiba, eu sabia que ser campeão brasileiro aqui é muito mais difícil do que ser campeão no Cruzeiro”, diz Alex, que vai além:
“Qualquer comparação que fizermos entre o Coritiba e os outros times [que o procuraram], o Coritiba perde. O Coritiba é um time de médio para pequeno, que só ganhou no meu desejo de retornar e ir ajeitando minha vida pós-futebol.”

Independentemente de propostas e valores, que poderiam ter evoluído para um leilão entre Cruzeiro e Atlético, o “não” de Alex ao futebol mineiro passou pelo desafio pessoal de terminar sua história em casa, no clube do coração.


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Cruzeiro, Mineirão, PLACAR

Cruzeiro arma o troco

Há vários motivos que explicam a reviravolta do Cruzeiro depois de um quase rebaixamento e uma temporada em que presenciou como coadjuvante a ascensão do Atlético, representante de Minas na Libertadores deste ano.

Volta ao Mineirão, venda de Montillo (que, além de ter turbinado o caixa para contratações, fez com que o time deixasse de ser dependente de um só jogador), novas possibilidades de receita, como a ampliação do programa de sócio-torcedor, planejamento, bom técnico, bom elenco…

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A edição de maio da revista PLACAR analisa as finanças e o futebol do clube, que, além das entrevistas com Éverton Ribeiro, Diego Souza e Dagoberto, conta com depoimentos do capitão Fábio e do técnico Marcelo Oliveira. Os argumentos da dupla para o bom começo de temporada são esclarecedores.

“Estou há oito anos aqui e nunca tinha vivido uma situação como aquela [no início de 2012], com salário atrasado. Foi difícil, mas em momento algum eu pensei em deixar o time. Conversei com os jogadores na época, pedi calma e disse que a fase ruim ia passar”, diz Fábio, lembrando a crise financeira do ano passado.

“Agora, vivemos outra realidade. O treinador [Marcelo Oliveira] teve tempo para indicar reforços e montar a equipe. Estamos no caminho certo.”

Já Marcelo Oliveira valoriza o empenho da cúpula celeste na incorporação de nomes de peso como Dedé ao clube.

“Eu expus minhas indicações e a diretoria fez um esforço enorme para correr atrás dos reforços. Contratamos bem e conseguimos formar um elenco forte. Concorrência no grupo faz com que o time renda seu máximo sempre. É por isso que faço questão de observar todas as atividades, todos os jogos-treino dos reservas. Quem está de fora precisa saber que terá oportunidade. Jogador bom nunca é demais para um time que quer ser campeão.”

O time ainda não deu uma prova sólida de que pode, de fato, retomar o caminho das grandes conquistas. Mas não há dúvidas de que as previsões para o resto do ano inspiram muito mais confiança que a equipe de Vágner Mancini ou Celso Roth.

Esse Cruzeiro versão 2013 é o objeto de análise da PLACAR que chega às bancas de todo o país a partir de amanhã.

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Atlético-MG, PLACAR

Um chutão na intolerância

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Galo Queer. É esse o nome do movimento encabeçado por torcedores do Atlético-MG para combater a homofobia e o sexismo na torcida alvinegra, nos estádios, no futebol, enfim.

O esporte mais popular do país é historicamente machista e preconceituoso em todos os rincões do mundo. Não se trata de um produto tipicamente brasileiro – o jogador norte-americano Robbie Rogers preferiu abandonar a carreira a lutar contra a discriminação depois de se assumir homossexual em fevereiro –, mas deveria nos encher de vergonha.

Muitos torcedores atleticanos, porém, não se envergonham em descer a bronca na página do movimento no Facebook. Recusam-se a aceitar que a homofobia se expressa em pequenos atos cotidianos, que os tempos mudaram, que todos deveriam ter direitos e deveres iguais. Fecham os olhos para o preconceito nosso de cada dia e relativizam o fato de se referirem aos rivais cruzeirenses como “marias”.

Preciosismo do politicamente correto? Talvez, se não houvesse gente que ainda luta pelo direito legítimo de poder se casar com uma pessoa do mesmo sexo, se não houvesse gente vista como descendente de uma maldição por alguns religiosos, se não vivêssemos em uma sociedade tão intolerante.

Richarlyson, jogador que representa o Atlético, dos preconceituosos aos corajosos apoiadores da Galo Queer, sente na pele a dor de um ódio inexplicável. Nunca se declarou homossexual, pelo contrário, mas é alvo constante de piadas de rivais e, na época em que atuava pelo São Paulo, era ofendido por torcedores do próprio time e até por dirigentes.

Pioneira, Galo Queer quer estender bandeira da diversidade nos estádios
Pioneira, Galo Queer quer estender bandeira da diversidade nos estádios

Para um indivíduo ser tratado como “gay” perante os outros é preciso o atestado da autodeclaração, não o das aparências, evidências ou quaisquer diagnósticos alardeados por terceiros. Não é o caso de Richarlyson. E se fosse? O que a orientação sexual interferiria em seu desempenho em campo?

O gaúcho Vilson Zwirtes foi o primeiro jogador profissional a se assumir homossexual no Brasil. Ele chegou a atuar três temporadas pelo Lajeadense. Hoje aos 33 anos, o atacante joga somente em times amadores do interior do Rio Grande do Sul. Em depoimento ao blog, ele conta o que o levou a revelar sua orientação sexual.

“Existem vários homossexuais no futebol, mas eles não se assumem por medo, ficam trancados no armário. Eu dei a cara à tapa para tentar quebrar o preconceito que existe no meio.”

A edição de PLACAR deste mês traz uma longa apuração sobre casos de violência sexual no futebol. Mais especificamente nas categorias de base. As vítimas são crianças e adolescentes. Marcelo, goleiro do Atlético em 2010, foi um dos jogadores ouvidos na reportagem.

Em 2005, em uma entrevista coletiva no Corinthians, ele revelou ter sido assediado na base do Vasco, aos 12 anos. Depois da revelação, em vez de receber apoio dos companheiros de clube, virou motivo de piada.

“Fui zoado pra caramba. Os caras pensaram que ele [o preparador de goleiros que o assediou] quis me comer. Mas, na verdade, ele queria que eu o comesse”, contou à PLACAR.

Um dos principais motivos para que casos de abuso sexual no futebol permaneçam cada vez mais velados é a homofobia enraizada nos campos e vestiários. Com medo de que duvidem de sua masculinidade, garotos abusados na base sofrem em silêncio, enquanto molestadores se aproveitam da atmosfera machista para reinarem impunes.

Que iniciativas como a Galo Queer abram os olhos de quem ainda não percebeu que futebol é amor à camisa, ao jogo sagrado e, por que não, à diversidade.

ATUALIZAÇÃO: 12/4, 14h16

E depois da Galo Queer…

* Cruzeiro Anti-homofobia

* Palmeiras Livre

* Corinthians Livre

* Bambi Tricolor

Cruzeiro, PLACAR

O calvário de Montillo

Antes de deixar o Cruzeiro, Montillo já não era aquele 10 insinuante e decisivo que habitou a Toca da Raposa até o fim de 2011. Hoje, no Santos, o argentino ainda é uma incógnita.

Em nove jogos oficiais pela equipe paulista, foi substituído em seis oportunidades, não fez gols e deu apenas uma assistência. Longe de atender a expectativa dos dirigentes santistas, que fizeram dele a contratação mais cara da história do clube.

Em entrevista à PLACAR de março, Montillo diz viver um período de adaptação, ressaltando que a fase goleadora no Cruzeiro foi uma curva atípica da carreira. E deu sua versão para a arrastada saída do clube celeste.

“O torcedor ficou bravo, me chama de mercenário, mas a verdade é que o presidente [Gilvan Tavares] precisava me vender. Agradeço ao Cruzeiro, um grande clube que me deu a oportunidade de vir para o Brasil. Mas não tenho o que explicar ao torcedor. O presidente falou muitas coisas que não foram certas quando eu saí, para botar a torcida do lado dele. Mas eu não preciso disso. Minha consciência está tranquila.”

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O ex-camisa 10 cruzeirense ainda credita a contratação de reforços ao saldo de 16 milhões de reais referentes à sua venda ao Santos.

“O Cruzeiro precisava montar um time, mas não tinha dinheiro. Há dois anos, não contratava jogadores de peso e, por isso, quase foi rebaixado duas vezes. Depois que eu saí, montaram um time forte, com Dagoberto e Diego Souza.”

Gratidão, somente pela torcida do Cruzeiro, que o apoiou nos momentos difíceis que passou em Belo Horizonte com o filho Santino. Não pelo clube e a diretoria, que travou sua negociação por mais de um ano.

“Sempre fui profissional e cumpri minhas obrigações. Eu não devo nada ao Cruzeiro, e o Cruzeiro não deve nada a mim.”

A dívida de Montillo agora é com ele mesmo. Para provar que pode ser feliz longe do reduto mineiro que o acolheu no Brasil.

Mineirão, PLACAR

Choque de ilusão

Seis meses atrás, o governo de Minas propalava aos quatro cantos que o Mineirão era o estádio brasileiro mais adiantado para a Copa do Mundo. Ironia do destino que a reinauguração do último domingo tenha sido um fracasso colossal? Seria, não fosse a maquiagem explícita de problemas no cronograma e na execução da obra.

Ao longo da reforma, que durou dois anos e meio, governantes mineiros empreenderam árduo esforço de publicidade para vender a imagem de um projeto perfeito. Embora a obra tivesse sido afetada por duas greves de operários, que reivindicavam salários dignos e melhores condições de trabalho, a impressão de que tudo corria às mil maravilhas no Mineirão parecia irretocável.

Mas a impressão era falsa. Fruto da obsessão pela abertura da Copa de 2014, algo que já se desenhava improvável desde 2010, dadas as articulações em torno de São Paulo e Brasília, o capricho político do ex-governador Aécio Neves fez o projeto galopar prazos. O estádio deveria impor a Minas Gerais a condição absoluta de pioneirismo e vanguarda.

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A troco de quê? Nada. A população mineira não foi beneficiada com o fato de o Mineirão ter figurado por tanto tempo no topo do ranking dos estádios da Copa – posto perdido para o Castelão no fim do ano passado.

O presente para os mineiros foi uma arena entregue às pressas, inacabada, que não conseguiu prover o básico para o público que compareceu ao clássico entre Cruzeiro e Atlético. De que adianta o governo estadual se orgulhar de um moderno sistema de captação de chuva instalado no estádio se, no dia da abertura, o Mineirão não tinha água para oferecer a seus visitantes, pagantes e contribuintes?

No fim das contas, o atual governador Antonio Anastasia multou em 1 milhão de reais a Minas Arena, concessionária do estádio, e fez o que a antiga administração de Aécio, como à época das greves de operários, não se cansou de fazer: jogar a culpa nos outros.

A enorme pressão política para “vender” o Mineirão como a obra mais desenvolvida do país resultou em um vexame sem precedentes. Se tivesse traçado prazos mais realistas, um mês adiante que fosse para a reabertura dos portões, o desrespeito a quase 60 000 torcedores teria sido evitado.

O trabalho de ilusionismo do governo de Minas acabou. Um título, porém, o Mineirão conquistou bem rápido, ainda que temporariamente: a pior reinauguração de estádio do Brasil.

Atlético-MG, Cruzeiro, PLACAR

Quem é o maior cai-cai de Minas?

A edição de outubro da revista PLACAR explica como a simulação se tornou o âmago de todos os males do futebol brasileiro. Com a vigilância dos árbitros, encenar deixou de ser uma virtude dos boleiros.

Hoje em dia, o jogador cai-cai é tachado pelo rótulo – como acontece com Neymar – e marcado pelos árbitros. Ao preferir a queda a prosseguir na jogada, prejudica a si mesmo e ao próprio clube.

Em Minas, Cruzeiro e Atlético contam com pelo menos dois exemplares de encenadores e adeptos das artes cênicas.

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Elber
Em seu segundo ano como profissional no Cruzeiro, o atacante de 20 anos consegue ser tão hábil com a bola nos pés quanto nos mergulhos ao primeiro toque do adversário. No primeiro turno do Brasileiro, foi expulso após tentar simular pênalti contra o Santos.

Wellington Paulista
Embora tenha tamanho para trombar com zagueiros, prefere desabar como um trator desengonçado e, como agravante, perturba os árbitros com chiliques coléricos. Levou bronca de Celso Roth depois de tomar suspensão pelo terceiro amarelo por simulação diante do Coritiba. Voltou a ser advertido com cartão pelo mesmo motivo contra o Vasco.

Júnior César
A pecha de cai-cai costuma pegar em atacantes, mas o lateral do Galo foge à regra. Tem habilidade incomum para se contorcer em dores, como quem acaba de sofrer uma convulsão. É capaz de dar cambalhota com duplo twist carpado para mostrar ao árbitro que foi atingido. Teatro? É com ele. No último domingo, levou um esbarrão do defensor do Sport e caiu “desmaiado” no gramado. Levantou-se 10 segundos depois.

Neto Berola
Especialista em dobrar joelhos e amolecer as pernas. Velocista, cai com a mesma facilidade com a qual executa arrancadas pelas pontas. Por vezes sofre faltas, ignoradas devido ao exagero de seus saltos, e toma cartões de graça, que já lhe renderam suspensão no Mineiro e um pênalti não marcado a favor do Atlético diante do Grêmio, no Independência.

Para não passar batido, Alessandro, do América-MG, também é especialista no cacoete do joelho dobrado.

E para você, quem é o maior cai-cai do futebol mineiro?