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Diego Tardelli traçou duas grandes metas individuais para 2014: marcar um gol de título para o Atlético e ganhar novamente a Bola de Prata PLACAR. A premiação recebida nessa segunda-feira e a conquista da Copa do Brasil encerram uma temporada de realizações e protagonismo para o atacante.

“É especial. Eu ficava atualizando a cada rodada, estava na briga pela Bola de Ouro. No fim, vi que o Goulart deu uma disparada e ficou difícil. Mas estou muito feliz por ter ganhado minha terceira Bola de Prata.”

A honraria foi concedida pelo desempenho no Brasileirão. Para Tardelli, no entanto, a competição mais importante do ano foi outra.

“Eu tinha o sonho de marcar um gol de título para o Atlético, ainda mais em cima do Cruzeiro, nosso maior rival. Joguei bem, fiz o gol na final da Copa do Brasil e entrei de vez para a história do clube. Foi exatamente como imaginei no começo do ano.”

Agradecimentos não faltam. Sobretudo ao técnico Levir Culpi, com quem ele se desentendeu após a eliminação do time na Libertadores e que quase o motivou a buscar outros ares.

“O Levir chegou impondo muitas coisas e a gente já tinha um grupo formado, uma filosofia de jogo. Isso acabou sendo algo positivo, era preciso dar uma sacudida no ambiente. Tive uma discussão com ele no início do trabalho, mas morreu ali. Hoje somos grandes amigos, nos respeitamos muito. Ele é um paizão no Atlético.”

O segredo da mudança de rumos na relação? Concentração – ou a falta dela:

“Isso foi fundamental para nossa conquista. Ele nos tirou da concentração e voltamos a ter o prazer de jogar bola. Faz toda a diferença saber que você vai sair do treino e voltar pra casa.”

Diego Tardelli

Apesar das conquistas e do clima de paz com Levir, Tardelli segue fazendo mistério sobre a permanência no Atlético. O atacante confirma uma proposta do exterior e deixa em aberto o futuro na Cidade do Galo. Durante a cerimônia da Bola de Prata, voltou a desabafar:

“Ainda não falei com o novo presidente [Daniel Nepomuceno]. Meu empresário tem uma conversa marcada com ele. Nesses quatro anos fora, eu nunca deixei de pensar no Atlético. Abri mão de muitas coisas para voltar. Mesmo com todos os problemas internos, a situação financeira, os atrasos de salário, eu nunca reclamei de nada. Só que tem uma hora que pesa, né? Pesa na família, pesa no orçamento de casa… E a proposta que eu recebi é muita boa. Pode mudar minha vida e a da minha família.”

Nesse momento, Tardelli reivindica valorização e manifesta uma  insatisfação represada com os frequentes atrasos de pagamento no clube. As promessas do ex-presidente Alexandre Kalil de colocar as contas em dia não se concretizaram e, durante toda a temporada, o elenco conviveu com vencimentos atrasados. Tardelli, por exemplo, teria três meses de pendências salariais.

Seleção é um dos argumentos da nova diretoria para convencê-lo a ficar. Mas, em conversas recentes com Dunga e membros de sua comissão técnica, Tardelli ouviu que uma transferência para o exterior, independentemente do país, não interfeririam em futuras convocações.

Questionado sobre a probabilidade de deixar o Atlético, o Bola de Prata atleticano adota um discurso mais político:

“Eu não sei. Ainda está meio dividido: 50% de chance de ficar, 50% de sair.”

Qualquer oscilação para mais ou para menos nos próximos dias pode mudar a vida de Tardelli e do Atlético em 2015.


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