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“Minha história no Cruzeiro não me permite jogar no Atlético”

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Foi essa a frase que o meia Alex usou para recusar a proposta feita pelo presidente do Atlético, Alexandre Kalil, no fim do ano passado, quando Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba travavam um embate silencioso nos bastidores para repatriá-lo.

“Dos dirigentes que me ligaram, a melhor conversa foi com o Kalil”, conta Alex ao blog.

“Ele me deu uma aula sobre o que era o Atlético Mineiro hoje, sobre como o clube funcionava, das ideias que ele e o Cuca tinham para o primeiro semestre e para a Libertadores. E tudo o que ele me falou por telefone aconteceu. Se tivesse ido para o Atlético Mineiro, hoje eu seria bicampeão da Libertadores. Ele [presidente do Atlético] me deu vários exemplos de jogadores que atuaram pelos dois clubes, como Nelinho e Paulo Isidoro. Mas eu logo falei: ‘Kalil, não dá, cara. Minha história no Cruzeiro não me permite jogar no Atlético Mineiro’.”

Além da recusa ao rival celeste, o camisa 10 do Coxa também explica o porquê de não ter voltado para a Toca da Raposa:

“Quando recusei um time como o Cruzeiro, recusei uma possibilidade de ser campeão. O Cruzeiro é enorme, vai brigar por título sempre. Mas eu não busquei isso. Quando vim para o Coritiba, eu sabia que ser campeão brasileiro aqui é muito mais difícil do que ser campeão no Cruzeiro”, diz Alex, que vai além:
“Qualquer comparação que fizermos entre o Coritiba e os outros times [que o procuraram], o Coritiba perde. O Coritiba é um time de médio para pequeno, que só ganhou no meu desejo de retornar e ir ajeitando minha vida pós-futebol.”

Independentemente de propostas e valores, que poderiam ter evoluído para um leilão entre Cruzeiro e Atlético, o “não” de Alex ao futebol mineiro passou pelo desafio pessoal de terminar sua história em casa, no clube do coração.


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