Cruzeiro

Com quantos cruzeiros se paga um time de ponta?

O Cruzeiro é um dos clubes que mais se reforçaram em 2013. Com um diferencial: aliou qualidade à quantidade. Não por acaso, ocupa a liderança do Brasileirão.

Quase 30 milhões de reais investidos, justificados pelo fluxo de caixa, a política de contratações a custo zero – casos de Júlio Baptista, Souza, Luan e Nilton –, austeridade financeira e a projeção de receitas com o Mineirão.

Com a venda de Montillo (16 milhões de reais) e Diego Souza (que chegou de graça, foi negociado por 19 milhões de reais e ainda rendeu o empréstimo de Willian), o clube conseguiu arrecadar mais do que gastou com reforços.

time_cruzeiro_2013

O novo Mineirão também deu fôlego às finanças. Além de faturar em média 800 000 reais por jogo com bilheteria, o Cruzeiro arrematou 26 000 sócios somente em 2013, alcançando a marca de 33 000. E espera chegar aos 40 000 contribuintes até o fim do ano.

Cálculo simples. Time bom atrai torcedores, que ajudam a pagar a conta. Em boa fase, o time fabrica ídolos, que atraem ainda mais torcedores e turbinam o consumo de produtos. Com grana entrando nos cofres, o clube investe em estrutura, fortalece as categorias de base e forma novos ídolos. Além de ganhar cacife para se reforçar no mercado.

É por meio desse círculo virtuoso que o diretor de marketing celeste, Marcone Barbosa, justifica o salto no preço médio do ingresso nos jogos do Cruzeiro, que passou dos 25 reais cobrados em 2012 para 56 reais.

“Para manter um time competitivo, de primeira linha, precisamos aumentar o valor do ingresso. Com isso, o clube continua investindo e a chance de sucesso é muito grande”, disse Marcone à PLACAR, em maio.

A inflação do espetáculo é um processo irreversível, comum aos grandes clubes do futebol brasileiro. Mas o Cruzeiro surfa bem na onda e mostra que é possível montar um elenco forte com bons negócios e a contribuição do torcedor, sem comprometer as finanças a médio prazo.

Estar no topo da tabela do Brasileiro não dá certeza de título. Porém, o cenário para o clube nos próximos anos é tão animador quanto as atuações do time comandado por Marcelo Oliveira.


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Atlético-MG, Libertadores

Debate Galo: o Atlético pós-Libertadores

Na segunda-feira, participei do programa Debate Galo, da WRG. A rádio, que já tem dois anos, é um projeto dos irmãos Beto e Eduardo Guerra, atleticanos fanáticos, e produzida pela não menos alvinegra Roberta Figueiredo.

Além de ídolos e personalidades atleticanas, o programa também recebe jornalistas para comentar os jogos e as novidades do time. Sem contar as participações ao vivo dos torcedores tuiteiros.

Nessa última edição, falamos sobre a façanha da Libertadores, a queda de produção da equipe após o título, o possível confronto com o Cruzeiro na Copa do Brasil e as edições recentes da PLACAR com o Galo na capa, incluindo o especial da conquista da América.

Para quem quiser conferir, o programa da Web Radio Galo está disponível na íntegra, bem aqui:


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